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Estudo revela que estresse térmico reduz produção anual em 1%, com perdas financeiras que podem chegar a US$ 245 milhões; pequenos produtores são os mais afetados

O aumento das temperaturas e a umidade elevada estão prejudicando a produção de leite nos Estados Unidos, com impactos mais severos sobre as pequenas fazendas. Pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign analisaram dados de 18.000 propriedades leiteiras entre 2012 e 2016, descobrindo que o estresse térmico causa uma queda média de 1% na produção anual. Embora pareça pouco, essa redução equivale a 1,4 bilhão de libras de leite em cinco anos, gerando uma perda financeira estimada em US$ 245 milhões.

O estudo, publicado na revista Food Policy, destaca que as pequenas propriedades, com menos de 100 vacas, são as mais vulneráveis. Essas fazendas, que representam menos de 20% da produção total, respondem por 27% das perdas. Enquanto isso, as grandes propriedades conseguem mitigar parte dos efeitos do calor com estratégias como ventiladores, aspersores e laterais abertas nos celeiros.

Marin Skidmore, coautor da pesquisa e professor assistente no Departamento de Economia Agrícola e do Consumidor, explica que o calor extremo afeta diretamente a saúde das vacas, reduzindo o apetite e aumentando o risco de infecções. Isso resulta em menor produção de leite e, consequentemente, em prejuízos financeiros para os produtores.

A análise considerou não apenas o volume de leite, mas também a qualidade, ajustando os dados para teor de proteína e gordura. Combinando informações climáticas com registros de produção, os pesquisadores calcularam o índice de temperatura e umidade, que reflete com precisão o estresse térmico enfrentado pelos animais.

As projeções para 2050 são ainda mais preocupantes. Com base em 22 modelos climáticos, os cientistas estimam que os dias de calor extremo serão mais frequentes, aumentando as perdas na produção de leite em até 30%. Para Skidmore, políticas públicas de apoio aos pequenos produtores serão essenciais para manter a competitividade do setor.

Entre as soluções sugeridas estão incentivos financeiros para a adoção de medidas de mitigação e investimentos em pesquisas para desenvolver novas estratégias de manejo. No entanto, o professor ressalta que não há uma solução única para o problema. Mesmo com tecnologias avançadas, há um limite para o controle do estresse térmico em condições extremas.

O estudo serve como um alerta para os desafios que o setor agropecuário enfrentará com as mudanças climáticas. Enquanto as grandes propriedades têm mais recursos para se adaptar, as pequenas fazendas precisam de apoio urgente para sobreviver em um cenário de temperaturas cada vez mais altas.


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