Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. As células saudáveis se multiplicam quando necessário e morrem quando o organismo não precisa mais delas.
Assim, o câncer ocorre quando o aumento de células do corpo está fora de controle e elas se dividem muito rápido, ou quando a célula “se esquece” de morrer.
Dividindo-se rapidamente, essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de morte.
Existem mais de cem tipos de câncer, que correspondem aos vários tipos de células presentes no corpo humano. Se o câncer tiver início em tecidos epiteliais, como a pele ou mucosas, é conhecido como carcinoma. Se começar em tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagens, é chamado de sarcoma.
Outra característica que diferencia os diversos tipos de câncer existentes é a velocidade de multiplicação das células doentes e a capacidade que elas têm de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, fenômeno conhecido como metástase.
O câncer é causado por alterações (conhecidas como mutações) no interior das células do corpo. O DNA dentro de uma célula contém um conjunto de informações que dizem a ela como crescer e se dividir. Erros nas instruções podem permitir que uma célula se torne cancerosa. A mutação do gene pode instruir uma célula saudável para:
Mutações genéticas com que nascemos e aquelas adquiridas ao longo da vida podem trabalhar em conjunto para causar câncer. Por exemplo, se você herdou uma mutação genética que predispõe ao câncer, isso não significa que você terá câncer.
Em vez disso, você pode precisar de uma ou mais mutações genéticas que causam câncer. Sua mutação genética hereditária te torna mais vulnerável para o câncer que as outras pessoas quando expostas a um determinado fator de risco.
Uma equipe internacional mapeou como o vírus HTLV-1 causa uma leucemia rara em algumas pessoas, fornecendo pistas sobre como impedir que isso aconteça.
A equipe, liderada pelo Imperial College London e pela Kumamoto University, usou a análise de uma única célula para mostrar como o vírus superativa as células T, as principais células imunológicas do nosso sangue, fazendo com que elas se tornem cancerosas.
O câncer raro, chamado leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL), desenvolve-se em cerca de cinco por cento das pessoas infectadas com o vírus HTLV-1, mas apenas várias décadas após a infecção inicial.
Os resultados da equipe revelam que o vírus sequestra a maquinaria de ativação das células T, fazendo com que elas persistam em um alto nível de ativação, tornando-se gradualmente malignas.
Os sintomas causados pelo câncer variam de acordo com a parte afetada. Alguns sinais e sintomas gerais, que não são específicos para o câncer e devem ser cruzados com outros fatores de risco, incluem:
Faça uma consulta com sua médica se você tiver quaisquer sinais ou sintomas persistentes sem causa aparente. Se você não tem quaisquer sinais ou sintomas, mas está preocupado com o risco de câncer, converse sobre suas preocupações com um especialista.
O câncer é diagnosticado por meio de exame físico para procurar nódulos em áreas do corpo. Além disso, é comum incluir testes laboratoriais, que ajudam a identificar anormalidades, testes de imagem, como tomografia, e biópsia para coletar amostras de células.
Além dessas formas, estudos buscam novos métodos. O Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia (KIST), por exemplo, anunciou uma técnica para diagnosticar câncer de próstata a partir da urina em apenas 20 minutos. Os pesquisadores desenvolveram um sistema de sensor semicondutor ultrassensível que detectou com sucesso 76 amostras urinárias com quase 100% de precisão.
De acordo com um relatório do World Cancer Research Fund, estima-se que o câncer é cerca de 30% a 40% evitável através de uma alimentação e nutrição adequadas, de atividades físicas regulares, da prevenção da obesidade e do não tabagismo.
Em nível mundial, isso representa que, a cada ano, cerca de 3 milhões a 4 milhões de casos de câncer poderiam ser evitados. Confira as recomendações do Instituto Nacional de Câncer José Gomes da Silva (INCA) sobre como prevenir o câncer e evitar a doença:
O cigarro libera cerca de 4,7 mil substâncias tóxicas e agentes cancerígenos que são inalados por fumantes e não fumantes no ambiente. Quase um 1/3 das mortes por câncer são causadas pelo tabagismo. Evitar o fumo é a principal forma de se prevenir, principalmente contra os cânceres de pulmão, boca, laringe, faringe e esôfago.
Comer alimentos mais saudáveis, como frutas, legumes, verduras, grãos, cereais, leite e derivados desnatados, e menos alimentos gordurosos, salgados e enlatados também pode evitar o desenvolvimento da doença.
A uva, por exemplo, é rica em antioxidantes, substâncias poderosas no combate a doenças crônicas como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares. Estudos identificaram mais de 1.600 compostos vegetais benéficos na uva (confira aqui os estudos: 3, 4).
A amamentação exclusiva até os seis meses de idade previne as mães do câncer de mama e as crianças da obesidade infantil.
Manter o corpo saudável é essencial para se prevenir de diversas doenças, inclusive o câncer. A realização diária de exercícios como caminhar, dançar, ou até trocar o elevador por escadas irá te ajudar com essa meta.
Algumas doenças sexualmente transmissíveis estão relacionadas ao processo de desenvolvimento do câncer. Entre elas, destaca-se o papilomavírus ou HPV. A doença está associada ao câncer do colo do útero, de pênis, de ânus, de orofaringe e de boca.
Use a proteção adequada e evite o sol entre 10h e 14h. A exposição prolongada ao sol sem os devidos cuidados está ligada ao câncer de pele. No Brasil, cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados são cânceres de pele.
O consumo excessivo de álcool está relacionado a alguns tipos de câncer, como o de fígado, boca, faringe, esôfago, colorretal e até de mama.
Muitos tratamentos contra o câncer já estão disponíveis. Suas opções de tratamento vão depender de vários fatores, como o tipo e estágio da doença, sua saúde geral e as suas preferências. Geralmente, com a detecção precoce, o tratamento pode ser mais fácil. Com orientação médica, é possível medir os riscos e benefícios de cada tratamento do câncer para determinar o que é melhor para você. O tratamento têm diferentes objetivos:
O objetivo da cirurgia é remover o tumor maligno e uma margem de tecido que aparenta estar saudável, já que esse pode conter células malignas. Caso a cirurgia não remova todo o tumor, o paciente pode realizar um tratamento adjuvante com quimio ou radioterapia.
Terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não tem metástases. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer não pode ser retirado completamente com a cirurgia ou quando se quer diminuir o risco de o câncer voltar a crescer após o procedimento.
A quimioterapia utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células cancerosas. Ela pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer e o paciente.
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