Saber como fazer um protetor solar caseiro pode ser uma forma de evitar o uso de substâncias como parabenos, oxibenzona, avobenzona, octisalato, octocrileno, homosalato e octinoxato.
O protetor solar caseiro eficaz precisa conter substâncias capazes de refletir ou dispersar raios UVA e UVB, oferecendo proteção contra o Sol e raios solares que podem causar problemas na pele.
Normalmente, os principais ingredientes minerais responsáveis por essa propriedade são o dióxido de titânio e o óxido de zinco. Confira como se proteger do Sol de forma natural.
O gel de Aloe vera penetra nas três camadas da pele, facilitando a cicatrização de queimaduras de sol e machucados. Ele é um ótimo ingrediente ativo para usar no protetor solar caseiro. O óleo de coco é um ótimo hidratante para a pele. Ele melhora o ressecamento, a coceira, a descamação, a aspereza e as rachaduras na pele causadas pela xerose cutânea – a secura da pele que pode ser resultado de baixa umidade do ar, clima frio, banhos muito longos e quentes, desidratação, deficiência de vitamina A, deficiência de vitamina D, lavagem frequente, queimaduras, exposição ao sol e medicamentos. Observação: esta receita não é à prova d’água e precisará ser reaplicada com frequência. Mantenha refrigerada e use até dentro de um mês, ou faça metade da receita para não gerar sobras. Confira como fazer um protetor solar natural e vegano:
Para fazer um spray de protetor solar, combine os ingredientes conforme descrito acima, sem a manteiga de karité.
Depois que a mistura esfriar completamente, você pode adicionar um pouco mais de gel de Aloe vera e um óleo carreador, como óleo de amêndoa, que tem propriedades próprias de FPS (fator de proteção solar), até que a mistura tenha uma consistência pulverizável. Guarde em um frasco de vidro spray e mantenha refrigerado para melhores resultados.
Embora seja eficaz, o produto não é indicado para todos, especialmente para a pele oleosa. Se você possui acúmulo de oleosidade na pele, siga a receita acima, mas substitua o óleo de coco – que é conhecido por ser comedogênico – por outro óleo carreador. A palavra “comedogênico” vem de comedão, que é o termo correto para os famosos e indesejados cravos no rosto. Um produto é rotulado assim quando tem maior possibilidade de obstruir os poros, provocando o aparecimento de cravos e espinhas na pele.
Alguns óleos como óleo de jojoba ou óleo de amêndoas doces podem ser ótimos substitutos para se proteger dos efeitos nocivos causados pelos raios solares.
Alguns produtos naturais para a pele podem funcionar como alternativas aos protetores solares, protegendo a pele a um certo alcance. Porém, é preciso ter cuidado na aplicação, antes de espalhar pelo corpo coloque em um pequeno pedaço de pele, para garantir que não haverá reação alérgica.
Confira a seguir uma série de óleos essenciais que funcionam como protetores:
Além disso, outros óleos que também protegem do Sol, mas também uma funcionalidade reduzida, são:
Para mais dicas sobre proteção solar, confira a matéria: “Saiba como se proteger do calor e do sol”.
Nos últimos anos, houve um aumento no interesse público, político e científico com relação aos efeitos que os protetores solares apresentam nos recifes de corais. Um artigo publicado no Journal of Environmental Toxicology and Chemistry resume a literatura científica que avalia os impactos desses cosméticos nos ecossistemas aquáticos.
Os especialistas puderam concluir que, embora os protetores solares ocorram em grandes quantidades no ambiente, há evidências limitadas para sugerir que sua presença está causando danos significativos aos recifes de corais. Porém, eles alertam que, com base nas informações e dados disponíveis, seria prematuro dizer que os filtros não afetam negativamente esses ecossistemas. Nesse sentido, outros estudos apontam que os compostos químicos presentes em protetores solares podem causar adoecimento, branqueamento e morte dos corais.
Os cientistas apontaram para inúmeras lacunas de dados críticos em termos de exposição ambiental confiável e relevante e dados de toxicidade que precisam ser preenchidos antes que conclusões possam ser tiradas. Em seu artigo, Carys Mitchelmore e seus colegas descrevem uma série de recomendações para estudos futuros que avaliem o risco ambiental de protetores solares.
Mitchelmore acrescenta: “além de mais estudos de campo e de laboratório que levam em consideração as condições e as espécies dos recifes, é necessário desenvolver uma estrutura de avaliação de risco ambiental para corais. Investigar e priorizar estressores nos corais permitiria aos reguladores, legisladores e cientistas otimizar a conservação e atividades de gestão. “
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